Marrocos, um país de contrastes #2

A diversidade e os contrastes, fazem de Marrocos, um país único. Não há dúvida, Marrocos tem tudo isto. A rica cultura (uma mistura de árabe, berbere e outras influências africanas e europeias), história antiga (habitado desde o Paleolítico), e uma geografia variada (praias, planícies agrícolas, montanhas) e, principalmente, as pessoas e os seus modos de vida. A melhor maneira de lhe mostrar tudo isto, é através das imagens.

Em Chefchaouen, a vida é vivida a cores. E o azul, é a cor desta cidade do norte do Marrocos. Das paredes às portas e janelas, das escadarias ao chão das rua, tudo é caiado de azul, contrastando com o colorido das roupas tradicionais das mulheres, com os vermelhos e amarelos usados no artesanato marroquino e até com os gatos que vagueiam pelas ruas.

Escadaria, na cidade azul de Chefchaouen
Escadaria, na cidade azul de Chefchaouen

A cozinha e gastronomia de Marrocos, é rica e as especiarias dão-lhe intensidade aos sabores. Um dos pratos tradicionais e mais apreciados é a tagine. O nome deste prato típico, vem do nome dado ao recipiente de cerâmica, com a sua característica tampa em bico. Pode ser de galinha, borrego, de legumes.

Tagines na Praça Jemaa El Fna, Marrakech
Tagines na Praça Jemaa El Fna, Marrakech

As cabras marroquinas escalam as árvores de Argan para comer os seus frutos. As árvores de Argan, exclusivas do Marrocos, produzem este fruto raro, muito procurado para ser utilizado na cosmética. Voltando às cabras, atrás destes rebanhos ando agricultores apanhando as sementes que as cabras  não digerem e que são usadas para fazer o famoso óleo de argânia.

Cabras, nas árvores de argan
Cabras, nas árvores de argan

O vale do Dadès é uma atração turística importante do sul de Marrocos, pelas suas aldeias e paisagens pitorescas e pelo contraste entre a vegetação verde e luxuriante das margens e as montanhas áridas em redor. Estende-se por mais de 100 kms, até às gargantas do Todra, num percurso também conhecido como a rota dos Mil Kasbah, construções tradicionais, que são como aldeias fortificadas, construídas há séculos pelos povos Berberes da região.

Vale do Dadés
Vale do Dadés

Essaouira, 5 razões para uma viagem em família

Essaouira (em árabe: الصويرة ) é um destino para todas as idades. A cidade dos ventos alísios é um compromisso perfeito entre a praia e aventura ou a cultura e a tranquilidade.

1- Com um clima estável ao longo do ano, o seu famoso vento refresca o calor da primavera e do verão, muito quente no interior do país. O inverno é ameno e tranquilo, ideal para combinar os prazeres do mar com a oferta cultural da cidade.

Praia de Essaouira
Praia de Essaouira

2- Oferta variada de alojamento: a diversidade de acomodações para todos gostos e preços, que podem ir desde albergues, campings, encantadoras vilas, riads de atmosfera intimista e muito pessoal, a hotéis de luxo com oferta de serviços de grande qualidade.

Heure Bleue Palais - Relais & Châteaux
Heure Bleue Palais – Relais & Châteaux

3- Independentemente da idade e dos seus interesses, Essaouira tem uma varias opções de entretenimento. Um passeio na Medina, na praia, windsurfe ou kitesurfe para os mais aventureiros ou um passeio a cavalo ou de camelo, para os mais tradicionais, uma aula de culinária, relaxar com uma massagem em um Spa ou degustar um peixe acabado de pescar.

Paria de Essaouira, passeio de dromedário
Praia de Essaouira, passeio de dromedário

4- Na Medina, Patrimônio Mundial da UNESCO, vai encontrar uma tranquilidade invulgar e um ambiente jovem. Encontrará os produtos típicos do artesanato marroquino mas, também, verdadeiros artistas plásticos que expõem e vendem suas obras de arte. Ou poderá, simplesmente, aceitar a oferta de um chá de menta e ouvir as histórias que os anciãos têm para contar.

Uma rua da Medina de Essouira
Uma rua da Medina de Essaouira

5- Para os verdadeiros amantes do mar, não pode faltar uma visita às muralhas do antigo forte português, de onde pode apreciar a beleza e grandiosidade do oceano Atlântico.

Essaouira, muralhas do antigo forte português
Essaouira, muralhas do antigo forte português

Dica para o viajante: Para os amantes de música tradicional e músicas do mundo, Essaouira organiza, todos os anos no mês de Maio, o Festival de Música Gnaoa que traz à cidade os melhores músicos de música tradicional subsaariana e milhares de festivaleiros, vindos de todo o mundo.

Marrakech, gastronomia

De acordo com a revista Business Insider, Marrakech é a 11ª cidade do mundo onde o turista come melhor. Esta distinção vem, mais uma vez, reconhecer os pontos fortes de Marrakech, a Cidade Vermelha.

Tagine de borrego com ameixas e sésamo
Tagine de borrego com ameixas pretas e sementes de sésamo

Após os títulos de “Melhor Destino Mundial” ou “Melhor destino em África”, Marrakech continua a acumular lugares de honra, quando aparece na 11ª posição do ranking das cidades com a melhor gastronomia. O site de notícias americano Business Insider justifica esta escolha: “Marrakech combina os sabores de França, África e Oriente Médio”. O site acrescenta, ainda: “À noite, os turistas podem pagar, bons jantares em restaurantes bons e e bonitos.”

Restaurante Bô Zin, Marrakech
Restaurante Bô Zin, Marrakech

A lista de prémios é dominado por Bangkok (Tailândia), Barcelona (Espanha) e Bologna (Itália)

Marrocos, um país de contrastes #1

A diversidade e os contraste, fazem de Marrocos, um país único. Não há dúvida, Marrocos tem tudo isto. A rica cultura (uma mistura de árabe, berbere e outras influências africanas e europeias), história antiga (habitado desde o Paleolítico), e uma geografia variada (praias, planícies agrícolas, montanhas) e, principalmente, as pessoas e os seus modos de vida. A melhor maneira de lhe mostrar tudo isto, é através das imagens.

Nas montanhas do Atlas, encontram-se várias aldeias berberes. Cobertas de neve no inverno, com alguma vegetação no verão, as aldeias têm casas simples, construídas muito próximas umas das outras, próprio da vida em comunidade. O povo berbere leva uma vida simples, em casas de pedras no meio das montanhas, vivem da agricultura, da cozedura do pão em fornos tradicionais, da criação de gado e da fabricação e venda de mel, azeite e cerâmica.

Aldeia berbere, nas montanhas do Atlas
Aldeia berbere, nas montanhas do Atlas

Deixe-se encantar pelos sorrisos e gargalhadas dos habitantes locais, berberes que ainda vivem um estilo de vida ancestral, em uma hierarquia que parte da figura masculina, responsável por sustentar a casa, e descende para a mulher, cuja função é cuidar do lar e dos filhos.

Mulheres berberes lavando a roupa no rio
Mulheres berberes lavando a roupa no rio

Mas quando falamos do Marrocos, o nosso imaginário enche-se com o deserto do Sahara, dos povos nômadas que atravessam a imensidão das dunas nas suas caravanas de dromedários, que vivem em busca de água para saciar os seus rebanhos.

Caravana de dromedários no deserto do Sahara
Caravana de dromedários no deserto do Sahara

Comprovando a diversidade geográfica e cultural do Marrocos, temos a cidade costeira de Essaouira, com a sua Medina única, Parimônio Mundial da UNESCO, uma cidade piscatória, na costa atlântica, famosa pelas suas praias ventosas que recebem amantes do windsurf e kitesurf, vindos de todo o mundo.

Vista da Medina de Essaouira, dentro das muralhas do antigo forte português.
Vista da Medina de Essaouira, dentro das muralhas do antigo forte português.

Celebridades no Marrocos – Yves Saint-Laurent

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Yves Saint-Laurent teve um caso de amor com Marrakech, que durou para além da sua morte e que começou com sua primeira viagem em 1966 “Quando descobri Marrakech, foi um choque extraordinário. A cidade me ensinou a cor “, disse ele.

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Segundo o seu parceiro de toda a vida, Bergé, “Quando Yves Saint-Laurent e eu chegamos em Marrakech, não sabíamos que esta cidade viria a ter um papel tão importante em nossas vidas, que nos faria comprar três casas aqui, incluindo a de Majorelle, com o seu famoso jardim (as cinzas de Saint-Laurent foram espalhadas aqui depois de sua morte, em 2008), ou que o Marrocos se tornaria o nosso país de adoção, a nossa segunda pátria. ”

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Yves Saint-Laurent ficou famoso por reinventar o traje tradicional marroquino, como a jellaba, o albornoz e a tarbouch, criando novas silhuetas que foram usados pelas mais elegantes mulheres da moda.

Dica para o viajante: os jardins de Majorelle, é um dos sites mais visitados no Marrocos e está aberto ao público todos os dias do ano, juntamente com o Museu Berber, onde pode ter contato com a cultura Berber, as suas tradições de vida, jóias berberes e trajes tradicionais.

Nômadas, a infância no deserto

“Lá (no deserto) ninguém sonha com chegar a ser, porque cada um já é.”

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“Conservo com nitidez as recordações de minha infância: acordo com o sol. Perto de mim estão as cabras de meu pai. Elas nos dão leite e carne, nós as conduzimos onde existem água e grama… Assim fez meu bisavô, meu avô e meu pai… e eu. No mundo não havia nada, além disso, e eu era muito feliz assim!

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… Aos sete anos já é permitido à criança afastar-se do acampamento para aprender coisas que lhe serão importantes no deserto: farejar o ar, escutar, apurar a vista, orientar-se pelo sol e estrelas. E a se deixar ser conduzido pelo camelo. Caso se perca, o animal o levará aonde há água. Lá tudo é simples e profundo. Existem poucas coisas no deserto e cada uma delas possui grande valor.

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Lá, cada pequena coisa proporciona felicidade. Cada roçar é valioso. Sentimos uma enorme alegria pelo simples fato de nos tocarmos, de estarmos juntos! Lá ninguém sonha com chegar a ser, porque cada um já é.”

Excerto da entrevista do jornalista catalão Victor M. Amela a Moussa Ag Assarid,um tuareg a estudar numa Universidade em França.

Eid Mubarak

Eid-Mubarak

Eid Mubarak عيد مبارك
é a saudação árabe que se usa para desejar um feliz
Eid al-Fitr عيد الفطر , que significa, literalmente, “Celebração do fim do jejum”.
Termina hoje, o ramadã no Marrocos. As famílias celebram este dia com orações e grande festa.

Mesquita de Tinmel

Mesquita Tinmel, detalhe
Mesquita Tinmel, detalhe

A mesquita de Tinmel ergue-se isolada sobre o verdejante do vale do N’Fis (Alto Atlas), onde o amarelado das suas paredes tem como fundo as encostas ásperas e áridas das montanhas. Vista de fora, a construção não revela a sua riqueza arquitetónica interior. Originária do século XI serviu, mais tarde, de modelo à Mesquita Koutubia, de Marrakech.

Atualmente mais não restam que ruínas dos seus tempos de glória, nomeadamente das muralhas que cercavam a cidade e da grande mesquita, arquétipo das grandes mesquitas dos almóadas, cujo modelo se difundiu por todo o Magrebe ao longo dos séculos seguintes.

Mesquita Tinmel, detalhe
Mesquita Tinmel, detalhe

O edifício ocupa um retângulo de 48,1 metros por 43,6 m, ao qual se acede por seis portas laterais, dispostas frente a frente. Quatro das portas dão para a sala de orações e duas para o pátio. A mesquita não tem hoje telhado e duas das torres desapareceram, mas o mihrab (local de oração) e os arcos internos de padrão complexo estão praticamente intatos.
Os padrões geométricos do edifício os elementos decorativos, são muito elaborados como é tradicional na arquitetura marroquina

Mesquita Tinmel, detalhe
Mesquita Tinmel, detalhe

Dica para o viajante: Para visitar a mesquita, que está habitualmente encerrada, terá de procurar na aldeia o guardião das chaves, que lhe fará uma visita guiada, com todo o prazer.

A Mesquita Tinmel, está candidata a Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995.